Feyerabend e a questão da validade

Feyerabend em seu livro "Contra o Método" ajuda-nos a pensar este desejo de validade.
Contudo a ciência continua soberana. Reina soberana porque seus praticantes são incapazes decompreender e não se dispõem a tolerar ideologias diferentes, porque têm força para impor seus desejos. (...) Combinando essa informação com a percepção de que a ciência não dispõe de método especial, chegamos à conclusão de que a separação entre ciência e não-ciência não é apenas artificial, mas perniciosa para o avanço do saber. Se desejamos compreender a natureza, se desejamos dominar a circunstância física, devemos recorrer a todas as idéias, todos os métodos e não apenas a reduzido número deles. Existindo a ciência, a razão não pode reinar universalmente, nem a desrazão pode ver-se excluída. Esse traço da ciência pede uma epistemologia anárquica. A compreensão de que o debate entre ciência e mito se encerrou sem vitória para qualquer dos lados empresta maior força ao anarquismo. Sem freqüente renúncia à razão não há progresso (...) Temos, portanto, de concluir que, mesmo no campo da ciência, não se deve e não se pode permitir que a razão seja exclusiva, devendo ela, freqüentes vezes, serposta de lado ou eliminada em prol de outras entidades.
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