Livro irrita generais do Alto Comando das Forças Armadas


Os noticiários estão afirmando que o Livro "Direito à Memória e à Verdade", lançado no último dia 29 pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos irritou os generais do Alto Comando das Forças Armadas. O livro pode ser adquirido na integra no site da Presidência da República. Para fazer download do livro na íntegra, arquivo em formato pdf, basta clicar aqui. Livro "Direito à Memória e à Verdade" na íntegra.
O livro tem 502 páginas e 8, 37 MB.

Na folha de São Paulo o livro é apresentado como sendo a primeira vez que um documento
do governo federal relata em detalhes atos cruéis da ditadura militar
(1964-1988).

O livro da comissão de mortos e desaparecidos reconhece que as "organizações político-militares adotaram táticas de assalto a bancos, seqüestro de diplomatas estrangeiros para resgatar presos políticos, atentados a quartéis e outras modalidades de enfrentamento, o que, por sua vez, também produziu inúmeras vítimas entre os agentes dos órgãos de segurança e do Estado".
Na apresentação, os signatários da obra, o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o presidente da comissão, Marco Antonio Rodrigues Barbosa, afirmam que o trabalho não tem "nenhum espírito de revanchismo ou nostalgia do passado", mas dizem que "o silêncio e a omissão funcionarão, na prática, como barreira para a superação de um passado que ninguém quer de volta".
Vannuchi e Barbosa citam "o direito milenar e sagrado [dos familiares] de sepultar seus entes queridos".
Eles dizem ainda que o lançamento do livro na semana de 28 anos da Lei da Anistia "sinaliza a busca de concórdia, o sentimento de reconciliação e os objetivos humanitários que moveram os 11 anos de trabalho da comissão".

O livro "Direito à Memória e à Verdade", publicação oficial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, relativiza a tese de que o perdão da Lei da Anistia de 1979 se estenderia também aos militares e seus agentes civis de repressão política.
Segundo a Folha apurou, esse entendimento pode dar aos familiares dos mortos e dos desaparecidos argumentos para a abertura de novas ações judiciais contra as Forças Armadas e também contra militares que atuaram na repressão política, estejam eles ainda na ativa ou já na reserva. Leia mais...

Notícia indica que militares não se arrependeram dos atos de tortura, silenciamento, morte e constrangimento que produziram, causando medo a toda uma população. Não se arrependeram de ter limitado a liberdade de expressão no Brasil; não se arrependeram de estender a toda sociedade a compreensão de que os atos da sociedade como um todo jamais foram atos de rebelião, mas sim atos políticos.

A nota do Alto Comando do Exército sobre o livro "Direito à Memória e à

Verdade" é uma triste notícia para o país. Divulgada na sexta-feira
(31/08), a nota mostra que continuam firmes e fortes nas Forças Armadas
a mentalidade golpista, certa resistência ao poder civil e uma dose de
indisciplina incompatível com a vida militar.


O livro conta uma verdade histórica. Pela primeira vez, um documento
do governo federal relata em detalhes atos cruéis da ditadura militar
(1964-1985).

A reação do Alto Comando deveria ter sido de vergonha. Umaautocrítica e um pedido de desculpas soariam muito bem. Instituições como a Igreja Católica já agiram assim a respeito do que consideraram erros e abusos do seu passado. Mas qual foi a reação dos nossos militares, em pleno século 21?

"Não há Exércitos distintos. Ao longo da história, temos sido o mesmo Exército de Caxias, referência em termos de ética e de moral, alinhado com os legítimos anseios da sociedade brasileira", diz a nota do Alto Comando, que se reuniu extraordinariamente para discutir o livro.

Lamentável constatar que os atuais generais consideram integrar o mesmo Exército daqueles que executaram presos que já não podiam reagir.

Torturaram intensamente militantes de esquerda. Abusaram sexualmente de homens e mulheres. Estupraram. Decapitaram. Esquartejaram. Ocultaram cadáveres. Enganaram famílias, exigindo dinheiro em troca de informações que se comprovaram falsas. Deram versões falsas ao público.

A reação do Exército, disseram reservadamente os generais, aconteceu porque o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um discurso duro na quarta-feira (29/08) durante a solenidade de lançamento do livro que relata onze anos de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos. Leia mais...



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