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Mostrando postagens de 2008

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O sujeito pós-moderno: Stuart Hall, 1997

Acreditava-se, no projeto da modernidade, que a identidade preenchia o espaço entre o mundo pessoal e o mundo público. Acreditava-se em uma troca entre os sentimentos subjetivos e o mundo social e cultural, cujo resultado seria a estabilidade dos sujeitos e da cultura, tornando-os cada vez mais unificados e previsíveis. O projeto da modernidade era se opor a tradição, propondo a coletivização e a universalização de valores previamente estipulados como sendo superiores. A certeza e uma entusiástica confiança na ordem dominavam a época moderna, onde tudo era passível de controle e regulamentação.

"Argumenta-se, entretanto, que são exatamente essas coisas que agora estão 'mudando'. O sujeito previamente vivido como tendo uma identidade unificada e estável, está se tornando fragmentado; composto não de uma única, mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não resolvidas. Correspondentemente, as identidades que acompanham as paisagens sociais 'lá fora' …

O sujeito pós-moderno: Zygmunt Bauman, 1998

"[...] neste mundo, tudo pode acontecer e tudo pode ser feito, mas nada pode ser feito uma vez por todas - e o que quer que aconteça chega sem se anunciar e vai-se embora sem aviso. Neste mundo, os laços são dissimulados em encontros sucessivos, as identidades em máscaras sucessivamente usadas, a história da vida numa série de episódios cuja única consequência duradoura é a sua igualmente efêmera memória. Nada pode ser conhecido com segurança e qualquer coisa que seja conhecida de um modo diferente - um modo de conhecer é tão bom, ou tão ruim (e certamente tão volátil e precário) quanto qualquer outro. Apostar, agora, é a regra onde a certeza, outrora, era procurada, ao mesmo tempo que arriscar-se toma o lugar da teimosia busca de objetivos. Desse modo, há pouca coisa, no mundo, que se possa considerar sólida e digna de confiança, nada que lembre uma vigorosa tela em que se pudesse tecer o itinerário da vida de uma pessoa.

Como tudo o mais, a imagem de si mesmo se parte numa cole…

A Constituição de 1988 e o direito educacional: divergências, tendências e preocupações

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A Constituição de 1988 e o direito educacional: divergências, tendências e
preocupações
Luiz Henrique Eiterer*
Resumo
Este artigo é uma reflexão sobre duas interpretações possíveis sobre o regime jurídico da educação brasileira constante do texto da Constituição de 1988. Uma interpretação preocupada com a soberania do Estado e a outra preocupada com a autonomia dos indivíduos. O artigo procura mostrar que a obrigatoriedade da educação não pode ser interpretada em termos de estatização da educação. Para tanto, é mostrado que a interpretação da Constituição de 1988, não protege exatamente a soberania do Estado em detrimento do poder da família. Para tanto, defende-se o discurso liberal contra qualquer monopólio, inclusive, o monopólio do Estado, mesmo se tratando do comércio de idéias e da educação; conseqüentemente, procura-se apontar que a educação é entendida no texto constitucional como sendo um direito subjetivo. Entendendo que a obrigatoriedade de educar os seus filh…

Secretaria Estadual da Educação de São Paulo decide burlar lei que obriga ter sociologia no currículo.

São Paulo corta aulas de história para pôr sociologia no currículo

Aulas de geografia e história são cortadas para dar espaço para filosofia e sociologia - Serra, o governador de São Paulo, e que quer ser candidato a Presidente da República, queria coloca duas professoras por sala de aula e começa agora mostrar a que veio: nada de duas professores e, por fim, a diminuição da possibilidade de informação para os alunos das escolas públicas. Isso é PSDB, o eterno partido que nasceu para ser de intelectuais terminou nisso, na total aversão a tudo que soa como "Humanidades".



*FÁBIO TAKAHASHI*
da *Folha de S.Paulo*

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo decidiu diminuir a carga horária de história no ensino médio, como forma de compensar a inclusão de lei federal.

Com a medida, os alunos do ensino público diurno terão 80 aulas a menos de história, considerando os três anos letivos (redução de 22,2%). No noturno, serão 120 aulas a menos (redução de 37,5%). O cálculo da Folha tem…

Seja Simplesmente Você

Carta das Cidades Educadoras

1. Todos os habitantes de uma cidade terão de desfrutar, em condições de liberdade e igualdade, os meios e oportunidades de formação, entretenimento e desenvolvimento pessoal que a própria cidade oferece. Para que isso seja possível, dever-se-ão levar em conta todas as categorias, com suas necessidades particulares. Será promovida a Educação na diversidade e para a compreensão, a cooperação e a paz internacional. Uma Educação que evite excluir por motivos de raça, sexo, cultura, idade, incapacidade, condição econômica ou outras formas de discriminação. No planejamento e governo da cidade serão tomadas as medidas necessárias destinadas a superar os obstáculos de qualquer tipo, inclusive as barreiras físicas que impeçam o exercício do direito à igualdade. Serão de responsabilidade dele tanto a administração municipal como outras administrações que incidam na cidade; e estarão também comprometidos nessa tarefa os próprios habitantes, tanto em nível pessoal como através das distintas f…

PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFESSORES

PISO SALARIAL NACIONAL DOS PROFESSORES
Atenção colegas!
Querem acabar com o piso salarial nacional. Leiam o discurso abaixo e divulguem.
01-Nov-2008
O Senador Cristovam Buarque discursou no Plenário do Senado Federal criticando duramente os governadores que, dias após as eleições municipais, resolveram questionar no Supremo Tribunal a lei que criou o Piso Salarial dos Professores e aumentou o tempo mínimo disponível para que preparem aulas e participem de atividades extra-classe. Traíram os eleitores e agora traem os professores e querem comprometer o futuro do país. O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs Senadoras e Srs. Senadores, o Senador Geraldo Mesquita mostrou, no momento do seu discurso, a maneira tímida como o Brasil caminha para servir aos brasileiros: lentamente. O melhor exemplo é a abolição da escravatura. Foram séculos de escravidão, depois, foram décadas entre a gente tomar a decisão de proibir o tráf…

A beautiful mind theme

Verdade - poesia Carlos Drummond de Andrade:

Ideli critica ação contra a lei que estabelece piso salarial para os professores da educação básica

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PLENÁRIO / Pronunciamentos
11/11/2008 - 15h58 Em pronunciamento nesta terça-feira (11), a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) voltou a criticar a decisão de cinco governadores estaduais, que ingressaram com ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei 11.738/08, que estabeleceu o piso salarial para os professores da educação básica.Ideli defendeu um entendimento sobre a questão e disse que fará protestos diários no Plenário do Senado até que os autores retirem a ação, já que a lei atende uma reivindicação "justa e legítima de professores de todo o Brasil". Na avaliação da senadora, a decisão dos governadores tem "um viés político, partidário, explicito e escancarado", antecipando as eleições presidenciais de 2010.Ideli adiantou que a senadora Fátima Cleide (PT-RO) e os integrantes da Frente Parlamentar em Defesa da Implantação do Piso Salarial para os Professores aguardam audiência com o relator da ADI no STF, ministro Joaqui…

Parada 174 - Trailer do filme

Sistema de formação de professores proposto pelo MEC está sendo questionado

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A principal crítica é a criação de fóruns estaduais e a perda da autonomia dos Estados no gerenciamento da formação de docentes.

O CEE (Conselho Estadual de Educação) de São Paulo aprovou um documento que acusa de inconstitucional o sistema de formação de professores proposto pelo MEC (Ministério da Educação) no início do mês. A idéia é oferecer R$ 1 bilhão aos Estados e municípios que apresentarem planos para diminuir o déficit de profissionais no País, mediante aprovação do governo federal. A manifestação, aprovada por unanimidade e que será publicada hoje no Diário Oficial, repudia ainda o fato de o projeto não permitir a participação de universidades privadas.

"Aceitamos a colaboração do MEC, mas não é certo que ele queira gerir a formação de docentes nos Estados", diz o presidente do CEE, Artur Fonseca Filho. Para ele, a formação de professores no País passará a ser controlada pela União e os Estados perderão a autonomia concedida por lei. O documento, redi…

A difícil arte de educar para a liberdade com liberdade

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Escritores da Liberdade - Dvdrip Rmvb Legendado

Escrever compartilhando vidas, experiências, sofrimentos para os próprios companheiros permite que as pessoas se aproximem novamente e se tornem mais amigas, permitindo que cada um aprenda mais com o outro. Voltar a conviver é um projeto urgente para uma educação carcomida que gasta a maior parte de seu tempo em burocracia e obediência a programas e objetivos externos às relações. O filme vale pela reflexão que promove e a esperança que desperta nos professores e estudantes que vivem uma realidade social difícil e violenta.



Tamanho: 354 Mb
Qualidade: Rmvb
Idioma: Ingles Legendado

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Um lindo vídeo capaz de alegrar o dia - a voz de Iz é impressionante

O mundo é maravilhoso

Kamakawiwo Ole' Israel - Somewhere Over The Rainbow

Os Nomes da Criança

Cristovam BuarqueOs esquimós têm diversos nomes para indicar a neve. Para eles, cada tipo de neve é uma coisa diferente de outro tipo. Para os povos da floresta, cada mato tem um nome específico. Os habitantes dos desertos têmnomes diferentes para dizer areia, conforme as características específicas que ela apresenta. Para conviver com seu meio ambiente, cada povo desenvolve sua cultura com palavras distintas para diferenciar as sutilezas do seu mundo. Quanto mais palavras distinguindo as coisas que a rodeiam, mais rica é a cultura deuma população.
Os brasileiros urbanos desenvolveram sua cultura criando nomes especiais para diferenciar o que, para outros povos, seria apenas uma criança. Para poder circular com segurança nas ruas de suas cidades, os brasileiros do começo do século XXI têm maneiras diferentes para dizer criança. Não se trata dos sinônimos de antigamente para indicar a mesma coisa, como menino, guri, pirralho. Agora, cada nome indica uma sutil diferença no tipo de crianç…

Atlântico Negro: na rota dos Orixás

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O poder da disciplina - O filme A onda

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A Onda [1981]

Música retrata a alienação da Classe Média brasileira

10 % de crianças e adolescentes brasileiros na idade de 5 e 17 anos trabalham 40 horas ou mais por semana

IBGE: trabalho infantil diminui, mas jornada aumenta

Agência Brasil

BRASÍLIA - Cerca de 300 mil crianças deixaram de trabalhar no ano de 2007, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, para os meninos e meninas que não conseguiram deixar o trabalho a jornada aumentou em cerca de uma hora.

O estudo mostra que no ano passado 4,8 milhões de brasileiros com idade entre 5 e 17 anos estavam trabalhando, o que representava cerca de 10,8% das crianças e adolescentes de todo o País nessa faixa etária.

Em relação ao número de horas trabalhadas, a maioria (30,5%) tinha uma jornada semanal de 40 horas ou mais. Em 2006, esse taxa era de 28,6%.

Embora o contingente de trabalhadores com idade entre 5 a 13 anos, proibidos por lei de exercer qualquer tipo de jornada, tenha diminuído 0,5 ponto percentual na passagem de ano, esse grupo integra a faixa que mais teve acréscimo de horas …

Mapa das grandes religiões - 3000a.C até 2000 d.C

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Hierarquizar e diferenciar. Breves reflexões sobre a avaliação da produção científica.

Texto elaborado para XII Mostra PUC-Rio - 2008 - Os desafios da inclusão do conhecimento numa economia globalizadaDe: Esther Maria de Magalhães ArantesProfessora do Departamento de Psicologia da PUC-RioEm artigo intitulado “Sobre a sociedade da competição - o totalitarismo sorrateiro”1, José Luiz Quadros de Magalhães nos lembra o quanto somos cotidianamente estimulados para a competição. “Desaprendemos a conviver com a diferença. Na sociedade de consumo contemporânea somos levados a escolher sempre “o melhor”. Nos programas de televisão não se escuta simplesmente uma música. Este prazer de ouvir uma música vem acompanhado quase sempre com a escolha do melhor cantor, a melhor música, o melhor calouro. A competição é alimentada em todo momento, em todas as atividades. Na escola é escolhido o melhor aluno, a melhor composição, a melhor monografia, a melhor nota em cada matéria. Esta competição permanente nos leva inconscientemente a reprodução da lógica do melhor em quase tudo(...) …

Grupo EPOS

Epos, do grego επος: “discurso”, “narração”, “narrativas”. Compõe a raiz etimológica de palavras como epopéia, épico. Aponta, na concepção desse grupo, tanto para a genealogia, ou a história da constituição das verdades e da relação entre poderes e saberes, como para as subjetivações decorrentes desta relação.



EPOS – Genealogia, Subjetivações e Violências – é o nome assumido pelo grupo de pesquisadores, inscritos no programa de Pós-Doutorado do IMS/UERJ, coordenado pelo professor Joel Birman. A consideração sobre a história das formas de subjetivação baliza seus estudos. O conceito de violências entra como o tema forte. No momento integram a rede que desenvolve o projeto Juventudes, Subjetivações e Violências. O grupo contou com o apoio da FAPERJ para desenvolver este projeto, que se debruça sobre uma questão naquele campo de estudos: a da juventude. O caráter transdisciplinar define a direção destas pesquisas, procurand…