Da modernidade à pós-modernidade: * história da metafísica , o retorno da fé




Providência divina =====>Progresso ======> Niilismo




Na Idade Média acreditava-se na providência divina, na vontade de um Deus pessoal - uma vontade que não era a nossa - e tal crença no sentido da vida e da história parece que começou a diminuir no século XVI e XVII. Mas,
em grande parte ainda, a crença na providência divina perdurou no mundo moderno. As crenças não se acabam de uma vez.

A partir do século XVIII passou-se acreditar cada vez mais que o uso da razão estaria sempre a serviço do progresso como sendo o sentido inexorável da vida. Mas, há ainda aí uma ligação entre a razão e a vontade de Deus que sempre parece querer o bem e a melhoria das coisas. A razão de Deus é o progresso. Em nome do progresso, a técnica e a indústria passou a cada dia mais fazer parte de nossas vidas. E, assim nos tornamos mais livres em relação a natureza.

Já no final do século XIX e principalmente no século XX, a decepção com a razão foi inevitável, e o que se viu não parecia mais ser um progresso, e seu uso passou assim a ser para nada. Passou-se acreditar que a cada momento somos nós é que damos um sentido a vida, mas esse sentido não tem nada de absoluto e nem universal. O que se viu não poderia ser imputado a Deus. Sem Deus ou abandonado por ele, a nossa maneira de pensar tornou-se um domínio do sujeito e da subjetividade. Numa vida sem razão e sem sentido passou-se acreditar que tudo emana do sujeito e tudo o que se pensa não passa de uma representação.

Assim sendo, acreditando ter descoberto que tudo antes era representação, passou-se da era da representação para a era da representação da representação. Esta história é da decadência: a vitória do pensar sobre o presente e da vontade de verdade sobre a ação e do viver denuncia novamente a perda da vitalidade e da força do homem.

Esta história vem se mostrando como sendo um retorno ao misticismo, ao dogmatismo e a vitória de políticas conservadoras, pois, a todo momento se pode ver que aquele que não sabe pôr sua vontade nas coisas e parece não querer mais colocar a sua vontade nas coisas, começa a querer pelo menos a atribuir-lhes um sentido: o que o faz pensar, ou melhor, acreditar que já existe uma vontade nas coisas. Uma vontade que não é nossa.

O homem sente-se fraco, acomodado. Pensar se tornou cansativo. Do nada, então, a fé volta substituindo a razão. A fé
hoje, e não necessariamente um deus, se torna novamente mais importante que a razão.Consumir tornou-se mais importante do que produzir.Ser conduzido pela vontade das coisas cada vez mais vem sendo adotado como estilo de vida, em vez de, de valorizar o ser capaz de poder mudar as coisas.
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