o Niilismo como negação de um mundo verdadeiro

  • O maior niilismo é a concepção de que toda fé, tudo que acreditamos ser verdade é na verdade falso. Pois, não existe mundo verdadeiro, nunca existiu, em nenhum lugar existiu um mundo verdadeiro. Nós é que precisamos sempre de um mundo restrito, abreviado, simplificado. Nós precisamos de segurança, medida. Nós somos geralmente fracos. Mas, só os totalmente fracos não admitem a ilusão e a necessidade da mentira. Nesse sentido, o forte - aquele que admite a ilusão e essa necessidade de inventarmos mentiras - o Niilismo como negação de um mundo verdadeiro, de um ser, poderia produzir um modo de pensar divino.

  • Até onde podemos assumir um Dionísio sem Apolo, sem enlouquecer? Como podemos nos abdicar da razão?
  • Modo de pensar ( ontológico ou histórico, não sabemos) não pode abrir mão de um certo congelamento.
  • No pensamento há sempre uma tensão entre verdade e mentira. O limite dessa tensão seria a loucura.
  • De uma forma ou de outra esbarramos no niilismo. Querer a verdade a todo custo nos leva ao nada, mostrando que tudo é vão. A mentira nos leva ao niilismo ativo, assumindo o nada como ausência completa de sentido.
  • Os extremos não são habitáveis.
  • Onde é possível viver? Viver tragicamente é não renunciar as tensões e as contradições - Pensamento trágico apresenta aporias e tensões.
  • Onde tudo é permitido o mal não escandaliza mais.
  • Dizer sim a vida contém duas exigências irrenunciáveis e incompatíveis: 1. Aceitar a mentira necessária para viver; 2. A busca da verdade é necessária para viver é uma concepção fraca da vida que simplifica e logiciza a verdade - expressão de uma vontade de verdade, empobrecedora da realidade, que leva ao niilismo passivo. O lado da razão.
  • A vontade de mentira torna a vida vivível, cujo símbolo é Dionísio. Nietzsche prefere o dionisíaco.
  • Qual é a aporia? Abandonar totalmente a vontade de verdade só seria possível se o homem fosse capaz de assumira um niilismo ativo, cujo modo de pensar torna-se divino.
  • Aquilo que não existe na atividade interpretativa é que é a realidade. Tudo o mais é invenção, ou melhor, aparência.
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