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Mostrando postagens de Maio, 2008

O sonho de Barth

Extraído do livro de Thomas Merton de 1965, Reflexões de um espectador culpado (Conjectures of a guilty bystander), publicado pela editora Vozes em 1970.

Kabir, o servo, canta: "O' Sadhu!
termina tuas compras e vendas, e acaba
com teu bom e teu mau - pois não há
mercados nem lojas no país
para onde vais! - Kabir

Karl Barth teve um sonho. Sonhou com Mozart.
Barth sempre se sentiu melindrado pelo catolicismo de Mozart e pelo fato dele rejeitar o protestantismo. Foi Mozart que disse: "O protestantismo está todo na cabeça" e " os protestantes não conhecem o sentido do Agnus Dei qui tollis peccata mundi".
No sonho, Barth foi indicado para examinar Mozart em teologia. Desejava tornar o resultado do exame tão favorável quanto possível. Assim, em suas perguntas aludia expressamente às Missas do compositor.
Mozart, porém, não respondeu palavra.
Fiquei profundamente comovido com a descrição deste sonho por Barth e quase pensei em escrever-lhe uma carta sob…

Rebeliões marcam Período Regencial no Brasil

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Império - Regência (1831-1840 )
Fonte: Uol Educação

Cipriano Barata, líder do Partido dos Exaltados Com a abdicação de dom Pedro 1º, em 1831, seu filho, Pedro de Alcântara, de apenas cinco anos, herdou o trono imperial. O Brasil foi governando, então, por regentes, que conduziram o governo até que o herdeiro atingisse a maioridade e assumisse o trono. A regência inaugurou uma nova fase da história do Brasil Império, marcada pela eclosão de inúmeras rebeliões sediciosas e pela reorganização das forças políticas nacionais.

Antes da abdicação de Pedro 1º, três correntes políticas predominavam no cenário nacional, organizadas em dois partidos políticos. O Partido Brasileiro representava tanto os interesses dos grandes proprietários agrários como o dos liberais, com maior inserção nas camadas urbanas. O Partido Português representava basicamente os interesses da alta burocracia do Estado e dos com…

dark tree

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A educação genuína: a busca da autonomia

Aeducação realmente genuína não é um mero adestramento nem o simples treinamento.

Adestrar significa simplesmente fazer com que o outro copie, repita sem pensar, execute ações mecanicamente sem considerá-las como sendo uma responsabilidade sua, tornando-o um ser obediente e capaz de demonstrar certa habilidade.

Treinar é sinônimo de adestrar. Treinar é tornar hábil, capaz, por meio de instrução, disciplina ou exercício; habilitando a pessoa para uma determinada atividade. Treinar é desenvolver uma habilidade por meio da disciplina.

A educação, por sua vez, tem como objetivo justamente a crítica, o questionamento, a cidadania e a procura de autonomia.

A pessoa educada, portanto, é a pessoa capaz de criticar, questionar, exercer a sua cidadania e procurar ser cada vez mais autônoma. A educação é nesse sentido sempre uma ação que leva a pessoa a criticar, questionar, aprender a conviver com as instituições e a procurar ser cada vez mais livre e responsável. Assim sendo, esta pessoa que sabe…

O fim da metafísica ôntica e objetiva

por Luiz Henrique Eiterer
Maio de 2008



O fim da metafísica ôntica e objetiva representa a emergência de uma metafísica ontológica e indireta, sendo esta última forma a única maneira da metafísica atualmente sobreviver.

Heidegger distingue ôntico de ontológico. Ôntico diz respeito aos entes em sua existência própria. Resumidamente, é aquilo que ele são em si mesmo, sua identidade, sua diferença em face de outros entes, suas relações com outros entes: são as coisas reais, as idealidades ( igualdade, diferença, liberdade, idéias em geral) e os valores(entes que podem ser valorizados positivamente ou negativamente).

Chegou ao fim a filosofia que pretendia se apoderar da essência das coisas, das idealidades e dos valores.

Ontológico se refere ao como pensamos as coisas. Como existem diferentes esferas ou regiões ônticas (coisa diferentes), existirão ontologias regionais que se ocupam com cada uma delas. Ou seja,existem diferentes maneiras de pensar coisas diferentes.

Damos o nome de metafísicos …

Marquês de Pombal e a tentativa de modernização

Marquês de Pombal
Numa análise bem próxima de nós brasileiros, cabe lembrar a obra do marquês de Pombal (1699-1782), ministro de José 1º de Portugal. Sob seu governo, a produção manufatureira cresceu, foram criadas companhias monopolistas de comércio para controlar o comércio colonial, a agricultura foi estimulada e o clero e a nobreza foram submetidos ao poder do rei. Sua busca era a de reduzir o atraso e a dependência econômica de Portugal.

Para isso, procurou ampliar a arrecadação no Brasil, ao mesmo tempo em que combatia os focos de dispersão do poder e da renda do Estado. Nesse contexto, teve como grandes adversários os jesuítas, detentores de imensa riqueza e constituindo quase um Estado dentro do Estado. A reação dos jesuítas e a natureza retrógrada das elites portuguesas representaram uma força contrária ao seu projeto modernizador. Com a morte de José 1º, Pombal foi afastado e Portugal retomou as mesmas características do período anterior.

No sentido exposto acima, as inconfidên…

As traiçoes ao rei D. José I de Portugal

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D. José I, rei de Portugal
(1714 - 1777)

No período de D. José I,rei de Portugal, os súditos mineiros protagonizaram várias inconfidências ou traições, principalmente depois que o marquês de Pombal comandou a expulsão dos jesuítas, em 1759.






A decisão provocou a eclosão de várias inconfidências em Minas, com abertura de processos e punição dos culpados. Essas inconfidências abririam caminho para uma “dessacralização” da Coroa portuguesa, e favoreceriam a ação dos autores da Inconfidência Mineira de 1789. A primeira das Inconfidências Pombalinas aconteceu em Curvelo (1760-1763), a segunda, em Mariana (1768), depois em Sabará (1775) e novamente em Curvelo (1776) (CATÃO, 2008).


Marquês de Pombal

A notícia da expulsão de mais de quinhentos padres jesuítas em 1759 das terras brasileiras deixou a população de Minas Gerais consternada, que em todo canto comentava e desaprovava a ação. Mas, ao contrário das inconfidência mineira de 1789, as inconfidências de Curvelo, Mariana e Sabará não pretendia…

Projeto que institui eleição direta para diretores de escolas públicas está na pauta da comissão de Educação, Cultura e Esporte

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A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) analisa, nesta terça-feira (06/05/2008), a partir das 11h, projeto da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) que tem como objetivo instituir eleição direta para diretores de escolas públicas. O projeto, que será votado pela CE em decisão terminativa, propõe que professores, funcionários, alunos e pais decidam quem será o diretor da escola pública.

De acordo com a proposta (PLS 344/07), caberá a essa comunidade escolar eleger pelo voto direto os diretores de escolas de ensino fundamental, médio e técnico das redes públicas federal, estadual e municipal. O diretor eleito terá, segundo o projeto, um mandato de, no mínimo, dois anos.

Com parecer favorável da relatora, senadora Fátima Cleide (PT-RO), o projeto acrescenta um terceiro inciso ao artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (Lei 9.394/96), para prever a eleição dos diretores.

Ideli Salvatti afirma, na justificativa doprojeto, que a Constituição federal em seu artigo 206…

A filosofia de Thomas Kuhn (1922-1996)

A vida das crianças brasileiras no século XVI - Educação Jesuítica