Marquês de Pombal e a tentativa de modernização

Marquês de Pombal
Numa análise bem próxima de nós brasileiros, cabe lembrar a obra do marquês de Pombal (1699-1782), ministro de José 1º de Portugal. Sob seu governo, a produção manufatureira cresceu, foram criadas companhias monopolistas de comércio para controlar o comércio colonial, a agricultura foi estimulada e o clero e a nobreza foram submetidos ao poder do rei. Sua busca era a de reduzir o atraso e a dependência econômica de Portugal.

Para isso, procurou ampliar a arrecadação no Brasil, ao mesmo tempo em que combatia os focos de dispersão do poder e da renda do Estado. Nesse contexto, teve como grandes adversários os jesuítas, detentores de imensa riqueza e constituindo quase um Estado dentro do Estado. A reação dos jesuítas e a natureza retrógrada das elites portuguesas representaram uma força contrária ao seu projeto modernizador. Com a morte de José 1º, Pombal foi afastado e Portugal retomou as mesmas características do período anterior.

No sentido exposto acima, as inconfidências que aconteceram em Minas Gerais neste período foram expressões da força contrária a modernização pretendida por Marquês de Pombal.
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