Câmara Municipal de Juiz de Fora também recebe propina do grupo SIM

Revista Época e o jornal Tribuna de Minas divulgam planilha do grupo SIM e afirmam que não só o prefeito de Juiz de Fora recebeu propina, mas a Câmara Municipal também recebeu R$ 45000,00.

Uma planilha encontrada pela Polícia Federal revela que o ex-prefeito Alberto Bejani (PTB) recebeu R$ 1,2 milhão de propina do Grupo Sim - Instituto de Gestão Fiscal. Os repasses aparecem destinados à sigla "BJ", forma como Bejani seria nomeado pelo grupo. No mesmo documento, aparece outro pagamento, de R$ 45 mil, destinado a Juiz de Fora com a sigla "CM" que, segundo investigadores, trata-se da Câmara Municipal. Os valores recebidos seriam referentes apenas ao ano de 2007 e corresponderiam a 25% do contrato firmado pela empresa com a PJF. O material, que foi encontrado pelos policiais num notebook apreendido na sede do Grupo SIM, foi divulgado ontem pela revista "Época". Bejani aparece como supostamente favorecido, de forma direta, por duas vezes, tratado sempre por "BJ" (ver quadro). Numa delas, o valor total recebido seria de R$ 1,028 mi, o maior repasse de toda a planilha. O secretário da Prefeitura de Visconde do Rio Branco, Amarildo Gonçalves, aparece como recebedor de R$ 14.400.

De acordo com a Polícia Federal, nos últimos cinco anos, o grupo teria desembolsado R$ 16 milhões em propina para prefeitos, funcionários públicos e conselheiros dos tribunais de contas de Minas e do Rio de Janeiro. Toda a contabilidade do Grupo SIM estaria registrada minuciosamente, com detalhes sobre recebedores e projetos nos quais estariam envolvidos. No caso de Juiz de Fora, além de Bejani e da Câmara, aparecem como beneficiados o empresário Arlindo Geraldo Nogueira, Valdir Eustáquio de Carvalho, Maurício Brand Aleixo, Erasmo Cerqueira e Marco Antônio Rodrigues, além das empresas AC & S. Ass. e Com.2 e Líder Taxi Aéreo. Ao todo, a propina destinada ao subprojeto "JF PM", como aparece na planilha, chegaria a R$ 1.663.678. Embora a maioria dos valores fosse pago mensalmente, nos montantes menores o pagamento acontecia na íntegra. Em relação à propina de R$ 45 mil para a Câmara, o dinheiro teria sido repassado nos meses de junho, agosto e setembro, nos valores de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 20 mil, respectivamente ( Fonte: Tribuna de Minas).


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Luiz Henrique Eiterer
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