O prolongamento religioso da ética

A consciência jamais é inocente, mas, mais do que isto, conhecer é ter iniciativa e ser livre. Conhecer é fazer, interpretar e dar sentido.

Por isso, precisamos do outro, porque é o outro o portador de sentido. Compreender o outro é assumir a minha responsabilidade ao seu respeito e para comigo mesmo, isto quer dizer, que posso reafirmar que tenho liberdade de interpretá-lo.

Essa é a experiência da ética. Nega-se a vacuidade da consciência, mas a relação com o outro permanece o essencial do conhecimento, muito antes do discurso sobre o ser e para além deste. Para além do saber. É aí que vislumbramos um prologamento religioso da ética.

Luiz H. Eiterer
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