Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Minas Gerais foram indiciados pelo crime de corrupção

Minha gente é preciso acompanhar estes fatos de perto. Não podemos deixar fatos desta natureza sem examiná-los minuciosamente e ver no que vai dar.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Minas Gerais, Elmo Braz, o vice-presidente, Wanderley Ávila, e o corregedor do órgão, Antônio Carlos Andrada, foram indiciados hoje pela Polícia Federal (PF), no inquérito da Operação Pasárgada, pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e prevaricação. Como seriam ouvidos na condição de investigados, Braz, Ávila e Andrada recorreram à prerrogativa de permanecerem calados e não responderam às perguntas do delegado Mário Alexandre Veloso, que compareceu à sede do TCE para colher os depoimentos.

A PF informou que encontrou "indícios fortes" e "provas documentais e testemunhais" de que eles se beneficiariam e acobertariam um suposto esquema de pagamento de propina pelo Instituto de Gestão Fiscal (Grupo SIM) em troca da emissão para prefeituras de certidões negativas de pendências no órgão.

Quem são os indiciados:

Conselheiro Elmo Braz é mineiro da cidade de Descoberto e iniciou sua trajetória política como militante e membro fundador do Movimento Democrático Brasileiro – MDB, partido pelo qual se elegeu vereador para a Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde foi reeleito duas vezes.

Bacharel em Direito, fez percurso inédito no Legislativo mineiro ao ser eleito para sete legislaturas consecutivas, além de desempenhar a função de 1º secretário, por três vezes, de vice-líder do governo (1986-1987) e de presidente da Comissão de Redação.

A proficiente carreira legislativa do então Deputado Estadual Elmo Braz só foi interrompida em maio de 2000 quando tomou posse no cargo de conselheiro deste Tribunal, indicado em eleição direta pela Assembléia Legislativa. Nesta Corte de Contas, assumiu a Corregedoria, de 2003 a 2005, e a Vice-Presidência de 2005 a 2007.

Conselheiro Wanderley Geraldo de Ávila nasceu na cidade mineira de Joaquim Felício. Em 1972 concluiu o curso de Letras pela Pontifícia Universidade Católica/PUC-MG, em Belo Horizonte, e, em 1981, tornou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Norte de Minas/UNIMONTES em Montes Claros.

Sua primeira carreira foi o magistério, e sua trajetória política iniciou-se quando eleito prefeito de Pirapora (1983 a 1988); em 1990 foi eleito deputado estadual para quatro legislaturas sucessivas, interrompidas para assumir, no dia 30 de setembro de 2004, o cargo de conselheiro do TCEMG, onde, em fevereiro de 2005, foi eleito corregedor. Em menos de três anos nesta Corte de Contas, destacam-se, além de competência e dedicação ao trabalho, o caráter humanista, a postura honrada e a conduta zelosa do Conselheiro Wanderley Ávila com todos os que aqui trabalham.

Conselheiro Antônio Carlos Doorgal de Andrada é natural do Rio de Janeiro. Formado em Direito com especialização em Direito Público/PUC-MG e Controle da Administração/CAD-Universidade Gama Filho, é mestre em Direito e Instituições Políticas pela Fumec. Foi vereador (1989 a 1992) em Barbacena, relator da lei orgânica municipal e o prefeito eleito (1993 a 1996) mais jovem daquela cidade. Em 1997 e 1998 exerceu a função de assessor especial do governador do Estado, depois elegeu-se deputado estadual para duas legislaturas (1999 a 2006). Sua posse no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais data de 16 de fevereiro de 2006.

O Conselheiro Antônio Andrada publicou, entre outros, os seguintes trabalhos: Ensaios históricos (1987), A imigração italiana em Barbacena – um século de história (1988), Em defesa do parlamento (2003) e O município na Federação brasileira – uma proposta (2003).

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