O presidente da Câmara de Juiz de Fora parece que vai renunciar ao cargo

Segundo os repórteres do jornal Tribuna de Minas da cidade de Juiz de Fora, Daniela Arbex, Lidiane Abreu e Ricardo Miranda, o presidente da Câmara de Juiz de Fora cogita renunciar à Presidência da Câmara apenas como estratégia para amenizar as investigações de ter favorecido a Koji Empreendimentos e Construtora LTDA.

Vicente de Paula Oliveira (Vicentão-PTB), deve receber receber, em sua casa, uma delegação de vereadores para negociar sua permanência à frente da Casa frente às denúncias que o ligam à Koji Empreendimentos e Construtora Ltda., firma que detém contrato com a prefeitura de Juiz de Fora. Já foi comunicado a ele que os líderes partidários vão pedir a criação de uma Comissão de Ética para avaliar o caso.

Vicentão, como é chamado, não esperava, no entanto, que a Polícia Federal o intimasse a depor no inquérito da Operação Pasárgada, o que deve acontecer na próxima terça-feira. Ele não confirmou em que condição vai depor, se como acusado ou testemunha. Com isso, a negociação dos demais parlamentares com o presidente licenciado ganharam outro peso. Para alguns vereadores, a renúncia do mandato aparece cada vez mais necessária. Eles já haviam concedido prazo até ontem para que Vicentão apresentasse sua justificativa, o que não aconteceu. O presidente em exercício Francisco Canalli (PMDB) convocou a realização de uma reunião no gabinete da presidência da Casa, cujo resultado foi um acordo para que os líderes de bancadas ofereçam, na segunda-feira, durante a última sessão antes do recesso parlamentar, uma denúncia contra Vicentão.

Esse seria o primeiro passo em direção à instalação de uma Comissão Processante, equivalente à Comissão de Ética na Câmara dos Deputados, que pode culminar na cassação do mandato do petebista. Hoje pela manhã está previsto um encontro entre uma comissão de sete vereadores e o presidente afastado. Oficialmente, o objetivo é informá-lo das intenções dos demais pares em abrir a apuração. Nos bastidores, entretanto, comenta-se que a reunião teria outro objetivo: definir em conjunto o que seria melhor para o Legislativo: a renúncia de Vicentão ou a instauração do processo investigativo interno, já que a posição do presidente afastado é considerada insustentável. “Nós iríamos esperar os dez dias de licença médica pedidos por Vicentão, mas com o agravamento das denúncias, não houve outro caminho”, alegou Rodrigo Mattos, líder do PSDB na Casa.

Apesar do consenso sobre a necessidade de se posicionar diante da situação e preservar o Legislativo, evitando que a denúncia macule a instituição - e até mesmo resguardando interesses eleitorais - todos os vereadores são unânimes também em assegurar que Vicentão tenha direito formal de se defender. “Vicentão é amigo de todos nós. Queremos dar a ele todo o direito de defesa. Mas todos os vereadores são inteiramente favoráveis à criação da comissão”, afirma Eduardo Novy, PSC. “É importante investigar, porque é uma instituição que está em jogo. É preciso deixar a amizade de lado e pensar em Juiz de Fora”, declara o ex-companheiro de partido de Vicentão, Aparecido de Jesus, hoje no DEM. (Fonte: Tribuna de Minas, 12/07/2008)

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