Juventude, Sociedade de controle e subjetivações

No dizer de Maria Theresa da Costa Barros:

É de conhecimento de todos, as últimas declarações do governador do estado do Rio e Janeiro, que resultaram nas seguintes manchetes: “Cabral defende aborto para reduzir crimes. Governador compara natalidade na Rocinha com o padrão na África e diz que isso é uma fábrica de produzir marginais”. Se tivéssemos lido apenas esta frase destacada pelos noticiários, “isso é uma fábrica de produzir marginais”, poderíamos até imaginar que tivesse sido realizada uma apropriação indébita do conceito psicanalítico da segunda tópica freudiana, o “isso”, para colocá-lo como pivô da criminalidade urbana.

Este discurso visa validar a política da truculência e, ao mesmo tempo, despontencializar as contribuições acadêmicas. Em sua maioria, os estudos e as pesquisas visam, justamente informar a concepção de políticas públicas para encaminhamento de propostas no sentido de gerar soluções para os graves problemas que afligem a vida da Nação e de todos nós, brasileiros, como é o caso da violência urbana que só fez intensificar-se, nos últimos vinte anos, na cidade do Rio de Janeiro.

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