Vereadores de Juiz de Fora afirmam que Cemig aterrorizou moradores do bairro Santa Rita em Juiz de Fora

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Audiência debate Rede de Transmissão no bairro Santa Rita

A Câmara irá enviar uma Representação ao Ministério Público, ao Governo de Minas, à Prefeitura de Juiz de Fora e à direção da Cemig solicitando a retirada do processo que desapropria casas no bairro Santa Rita por causa da Rede de Alta Tensão que corta o local. A iniciativa foi debatida em Audiência Pública, convocada pelo vereador Isauro Calais (PMN) que está preocupado com o destino de mais de 100 famílias que habitam o bairro. "Os moradores estão apreensivos e, por falta de informação, não sabem qual será o seu destino", explicou o legislador.

O bairro Santa Rita existe há mais de 60 anos e, de acordo com os moradores, o tempo de existência das torres de transmissão da Cemig se confunde com o início do bairro. Eles afirmam que "nunca houve qualquer tipo de acidente por causa da Rede de Alta Tensão que corta o bairro".

Com base nisso, Isauro propôs um diálogo aberto entre os Poderes e a empresa de energia para que o impasse seja resolvido. "Estamos dispostos a conversar com a direção da Cemig, desde que o processo de desapropriação de algumas casas seja retirado. Democraticamente há a necessidade de uma conversa entre a comunidade e a Cemig. O Legislativo e o Executivo poderão ser interlocutores nessa questão", disse.

Para o secretário de Assistência Social, Marcelo Garcia, a situação "já está bem definida pelo Executivo". Ele afirmou que o prefeito Custódio Mattos (PSDB) não irá deixar que nenhum morador seja retirado do local sem antes haver um diálogo entre a Cemig e a comunidade. Garcia se colocou à disposição da Câmara para ir ao bairro Santa Rita, juntamente com uma comissão de vereadores, conversar com a comunidade sobre a situação do local.

Marli Nascimento, presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Rita, lembrou que o local é totalmente urbanizado e possui infra-estrutura de um bairro de cidade de porte médio com comércio ativo e escola. "O bairro Santa Rita foi construído com o aval legal da Prefeitura. A Cemig não pode simplesmente, depois de tantos anos, retirar os moradores do local".

Na opinião do coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Paulo Sérgio dos Reis, a Cemig "foi arbitrária ao entrar com o processo de desapropriação". Ele disse que a direção em Juiz de Fora foi procurada para dar explicações quanto ao destino dos moradores, mas não se manifestou.

Jorge Ramos, secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, disse que os moradores do Santa Rita "estão adoecendo por falta de informação sobre o destino de suas casas". Ele pediu união dos poderes públicos para que seja estabelecido um diálogo com a empresa no sentido de dar uma satisfação aos moradores sobre a real situação do bairro.

O técnico industrial da Cemig, Carlos Magno, explicou que a Rede de Transmissão oferece "grande risco" para os moradores que têm suas casas entorno da área. Ele defendeu o posicionamento da empresa, dizendo que a Cemig não irá prejudicar a comunidade do Santa Rita. "A Cemig está disposta a dialogar com os moradores. Apesar de existir o processo de desapropriação, estamos atentos às necessidades da população. Estamos apenas protegendo a vida da comunidade", disse.

Daniel Ortiz, diretor-presidente da EmCasa, garantiu que a Prefeitura irá se posicionar à favor dos moradores. Ele disse que o prefeito está disposto a negociar com a Cemig uma solução para a comunidade. "Ninguém perderá sua casa", afirmou.

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