Institucionalização do professor temporário: precarização do trabalho docente nas redes de ensino.

Deterioração das condições de trabalho mostra que o professor temporário não é professor, mas apenas um "dador de aulas". Veja uma entrevista importante e bastante elucidativa sobre o problema do professor temporário e a precarização do trabalho.

Em 2009, em Juiz de Fora, cerca de 1.000 professores serão contratados na rede de ensino municipal, mas há previsão de que outros profissionais sejam chamados ao longo do ano, dentro da lista de classificação conforme a necessidade de substituições na rede escolar do município.

Distribuição numérica de alunos por nível de ensino nas redes de ensino de Juiz de Fora, 2000-2007

Em Juiz de fora, o número de professores contratados chega a ser 33% do total de professores da rede de ensino, segundo os indicadores sociais da educação de Juiz de fora, apresentando um índice maior do que a média nacional que é de 20%. 20% já é um índice muito alto, que caracteriza uma política de precarização do trabalho docente. 33% de professores temporários na rede de ensino pode ser interpretado como representação de uma agudização da política de precarização do trabalho docente e uma desmobilização dos professores e da sociedade para a gravidade do problema.

O problema da precarização do trabalho docente, atualmente, não se limita à educação básica. No ensino superior, existe também a figura do professor temporário e do professor horista. E, praticamente, hoje em dia, quase todos os problemas referentes à precarização das condições de trabalho vividas pelo professor da educação básica são vividos pelo professor do ensino superior.




Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/02/28/ult105u7655.jhtm
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