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Mostrando postagens de Abril, 2010

Do manual, do livro didático: pelo manual? pelo livro didático? Outro manual? Outro livro didatico? Contra o manual? Contra o livro didático?

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O manual e o livro didático coloca o saber ao alcance da mão e de um modo mais fácil, por isso mesmo, congelando-o nas ideias diminuídas, contraídas, homogeneizadas e instituídas, o destrói.
O manual e o livro didático diminui os conflitos, diminui o trabalho, diminui a inquietação criadora que nos leva a pensar. O manual e o livro didático nega o saber que ele pretende servir, pois, nega ao seu consumidor produzi-lo e só lhe permiti recebê-lo pronto.
O manual e o livro didático é um instrumento pensado para facilitar o trabalho de professores e alunos, mas é também um instrumento pensado para dirigir o pensamento deles.1
O manual e o livro didático trata-se uma concepção pedagógica que vê o aluno como um recipiente vazio que deve ser preenchido por alguém e vê o professor apenas como um técnico capaz de intermediar o saber produzido pelo autor do manual ou do livro didático.2 O professor, portanto, é visto apenas como um repetidor que não interroga o saber que está tr…

Trabalho nem sempre dignifica o homem

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O sofrimento pode nos tornar tristes e amargos e até emocionalmente estéreis. Da mesma forma, o trabalho pode destruir aos poucos a nossa dignidade, pode nos rebaixar, pode nos inferiorizar, pode nos tornar simplesmente coisas e objetos de exploração apenas. Percebemos com mais clareza esse sentimento quando nos sentimos culpados por não estarmos em atividade, quando nos percebemos fora da cultura do não ter tempo para nada, fora da busca da competência pela competência, do poder pelo poder. Percebemos assim que o trabalho rouba nosso tempo, nossa saúde, nossa dignidade e nossa decência.
O que nos torna mais dignos e alegres é poder ter nosso tempo, poder cuidar de nossa saúde, ser respeitado, poder ter uma vida decente.
O que nos torna mais nobres não é o trabalho em si, é a responsabilidade, a possibilidade de participação na busca pelas soluções dos problemas que as obrigações exigem e trazem para nós.
O trabalho que fazemos nos dignifica quando nos permite, quando não estamos mais…

Comemoração dos 40 anos de tradução do livro "Pedagogia do Oprimido", de Paulo Freire, para o inglês.

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A Universidade de Northwestern, no estado norte-americano de Ilinois, realiza, no dia 10 de abril, hoje, simpósio em comemoração aos 40 anos da tradução do livro "Pedagogia do Oprimido", de Paulo Freire, para o inglês.
O evento reunirá especialistas em educação e outras áreas, todos norte-americanos, para pensar a atualidade do pensamento de Freire e sua relação com teorias surgidas mais recentemente.
À luz dos últimos quarenta anos, o simpósio pretende enfatizar que é preciso atualizar o trabalho de Paulo Freire. O simpósio procura responder questões, tais como: como podemos ler "Pedagogia do Oprimido", após o colapso da União Soviética e a desilusão com o comunismo? Como podemos pensar teoricamente hoje em dia sobre os conceitos de "opressão" e "liberdade"? Como podemos envolver Freire no curso da economia global, política e cultural dos fluxos do transnacionalismo, o neoliberalismo, a privatização? Como podemos ler "Pedagogia do Oprimido&…

Viva o senso comum: o lugar da vida onde toda interpretação é expressão da verdade e abarca o universal

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Por Luiz Henrique Eiterer - Juiz de Fora - Outono de 2009

Este pequeno ensaio tem como objetivo definir o que é senso comum e mostrar sua relação com a verdade, verdade não entendida como adequação, mas como interpretação. O que motivou escrever este ensaio é a ideia dominante que prescreve de um modo errado que quem detém a técnica, o saber escolar ou acadêmico, a ciência é melhor, mais sábio e está mais preparado para a vida. Poucos entendem que toda interpretação é expressão da verdade e, ao mesmo tempo, abarca o universal. E dizem: como assim? Penso na expressão do homem comum, na sua religiosidade, em uma literatura popular, em poesias como de Patativa do Assaré1.

Não compreendem que o senso comum, mesmo não sendo uma propriedade estável de saberes na qual nem todos participam de um modo integrado e tranquilo e mesmo não sendo uma reserva de ideias e normas claras que podem facilmente ser usadas de um modo uniforme, é um lugar que aponta para um centro único e seguro, que não se e…

Kaspar Hauser - Assista aqui - legendado em português.

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Kaspar Hauser é um personagem real e enigmático, encontrado em Nuremberg no início do século XIX, não sabia falar e nem andar e não tinha mesmo comportamento de um ser humano. Seu grande enigma se mantem até hoje, não se sabendo a sua origem. O filme possui imagens e músicas muito bonitas, podendo ser usado para discutir temas como socialização, a transformação do ser humano em objeto de estudo da ciência, preconceito, discriminação e intolerância, lógica, educação, linguagem e vários outros assuntos.