O aumento da passagem é uma decisão política, favorece o lucro das empresas de ônibus e onera o bolso do trabalhador e do estudante no final do mês

A partir do próximo domingo, a passagem de ônibus em Juiz de Fora fica mais cara, saltando de R$ 1,70 para R$ 1,80. O decreto que reajusta o valor da tarifa foi assinado ontem pelo prefeito Custódio Mattos. O reajuste é de 5,88%, índice superior à inflação medida pelo IPCA dos últimos 12 meses, de 5,22%.


O valor é R$ 0,05 menor que o aprovado pelo Conselho Municipal do Transporte (CMT), em reunião no último dia 1º. A planilha previa aumento para R$ 1,85, considerando que R$ 0,03 deste total corresponderiam ao Custo de Gerenciamento Operacional (CGO), utilizado para obras no sistema viário.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, "o Executivo decidiu abrir mão temporariamente da receita do CGO e, para facilitar o troco, arredondou o valor para R$ 1,80".
No documento, o prefeito argumenta que o aumento da passagem é o "único meio capaz de assegurar a continuidade, a boa qualidade dos serviços públicos prestados aos usuários e o equilíbrio econômico-financeiro do sistema".
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MANIFESTAÇÕES CONTRA O AUMENTO

A coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e integrante do Comitê Contra o Aumento da Passagem, Fabíola Paulino, conta que um protesto contra o aumento da tarifa está programado para a próxima quinta-feira, ao meio-dia, em frente à Câmara Municipal.
— Condenamos o reajuste e acreditamos que a qualidade do transporte não vai melhorar.

O aumento da passagem é uma decisão política, favorece o lucro das empresas de ônibus e onera o bolso do trabalhador e do estudante no final do mês — argumenta.

No último dia 30, entidades sindicais anunciaram que, com base em abaixo-assinado, pediriam abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à Câmara dos Vereadores. A intenção é que se investigue a Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros (Astransp) e o sistema de transporte em Juiz de Fora. No entanto, segundo a coordenadora do DCE, assinaturas ainda estão sendo recolhidas durante todo o mês de julho.

Fonte: JF HOJE
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