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O Estranhamento do Cotidiano: O que Antropologia e Filosofia da Mente têm a nos ensinar sobre nossas ilusões

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O Estranhamento do Cotidiano: O que Antropologia e Filosofia da Mente Têm a Nos Ensinar Sobre Nossas Ilusões Quando o antropólogo Horace Miner publicou "O Ritual do Corpo entre os Nacirema" , em 1956, o impacto foi imediato. Ao descrever um povo com "rituais mágicos obcecados pela feiura do corpo", que visitava "homens-da-boca-sagrada" e praticava sacrifícios diários no "santuário doméstico", o leitor ocidental se assustava com tamanha estranheza. A ironia, revelada logo em seguida, era simples: Nacirema é apenas American lido ao contrário. Miner descrevia, sob a lente etnográfica colonial, hábitos banais como escovar os dentes, ir ao dentista ou tomar remédios. O objetivo era claro: tornar o familiar exótico para forçar o distanciamento crítico de nossas próprias certezas socioculturais. Se levarmos Miner a sério, somos obrigados a perguntar: a própria ciência cognitiva de Dennett não seria um ritual cu...