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Mostrando postagens com o rótulo desigualdade social

Mais de 43% das propriedades rurais no Brasil possuem mais de 1000 hectares.

A desigualdade social no Brasil ainda é enorme. A distribuição agrária brasileira é extremamente desigual. Segundo o censo agropecuário de 2006, mais de 43% das propriedades rurais possuem mais de 1000 hectares. O censo também mostra que de 1985 à 1995 houve um aumento da concentração de propriedades rurais. E, que de 1995 à 2006 houve um pequeno aumento das propriedades com menos de 10 hectares, diminuindo a concentração fundiária. Mas, diminuiu muito mais o números de propriedades com até 1000 ha do que as com mais de 1000 ha. Essa distribuição completamente injusta de terras é um dos fatores da manutenção da violência no campo. Vivemos ainda sobre o domínio dos latifúndios. Não superamos ainda essa fase da história típica da colonização. 1 hectare equivale a aproximadamente 1 campo de futebol, cuja medida máxima (90 × 120 metros) totaliza 10 800 metros quadrados, ou 1,08 hectare. Um hectare corresponde a um terreno de 10 metros de largura e 1000 metros de comprimento. 1000 hectares ...

Comemorações do dia do trabalho em 2009 contribuiu ainda mais para o esfacelamento do sujeito social e político no Brasil

[O trabalhador deixou de ser um sujeito social e político para ser convertido em matéria-prima da produção]** Centrais sindicais promovem milionárias festas de multidões, o que só se faz quando tudo vai bem . [As centrais sindicais no dia 01 de maio de 2009 fizeram o trabalho dos governantes de amansarem a massa, em vez de denunciarem o martírio dos trabalhadores] ** Mais circo do que pão Comentários baseados no texto de José de Souza Martins* - Fonte: O Estado de S.Paulo - Na mesma semana em que o Ipea divulga a péssima notícia de que a crise financeira internacional já alcança intensamente o nível de emprego formal no Brasil, as centrais sindicais anunciam milionárias festas de multidões, do tipo que só se faz quando as coisas vão muito bem. De fato, as coisas vão muito mal para os trabalhadores. A perda de emprego foi maior no interior do que nas regiões metropolitanas. Nas últimas décadas, a indústria escapou das regiões operárias densamente politizadas e intensamente reivindicati...

Sociólogo diz que Estado compensa desigualdade produzida pelo mercado

7 de Março de 2009 - 11h03 - Última modificação em 7 de Março de 2009 - 11h03 Gilberto Costa Repórter da Agência Brasil Brasília - O discurso dos economistas e políticos a favor da privatização nos anos 90 afirmava que a intervenção estatal favoreceu uma elite que “patrimonializou” os resultados do crescimento econômico. Segundo esse ponto de vista, o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo ao longo do Século 20, mas, apesar desse crescimento, mudou pouco o quadro social, a desigualdade permaneceu e a renda nacional nunca chegou a ser distribuída. Para Jessé Souza, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), um dos principais especialistas da atualidade em sociologia weberiana (que tem como base a ação social) e em sociologia brasileira, o conceito de “patrimonialismo” foi distorcido na academia e também por aqueles que defendiam a diminuição do Estado na economia nacional. A seguir, trechos de entrevista com o sociólogo: Agência Brasil: Podemos dizer que o desenvolvi...