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Mostrando postagens de julho, 2026

A FACE DE JANUS E O LEITO DE PROCUSTO: DISPOSITIVOS DE CAPTURA DA SUBJETIVIDADE NA DIREITA BRASILEIRA (1930-2022)

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A FACE DE JANUS E O LEITO DE PROCUSTO: DISPOSITIVOS DE CAPTURA DA SUBJETIVIDADE Autor: Luiz Henrique Eiterer Tema: Filosofia contemporânea, autoritarismo, educação para a liberdade e dispositivos de captura. A distinção entre filosofia clássica e contemporânea não se esgota na cronologia, revelando-se fundamentalmente ontológica e metodológica. Enquanto a filosofia clássica buscou historicamente a construção de sistemas totalizantes, verdades universais e a metafísica como alicerce do saber, a filosofia contemporânea caracteriza-se pelo rompimento com esses dogmas. Ela direciona seu olhar crítico para o questionamento da subjetividade, da linguagem, das relações de poder e da historicidade, rejeitando a pretensão de uma verdade absoluta e única. A Nostalgia Restauradora como Dispositivo de Captura A relação entre a filosofia clássica e determinados grupos políticos contemporâneos, em especial na extrema-direita, não configura...

A LÓGICA DO ENDIVIDAMENTO E A CRISE DA AUTONOMIA: UMA ANÁLISE SOBRE O MICROEMPREENDEDORISMO BRASILEIRO

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Resumo: Este texto analisa o cenário do endividamento de 1,6 milhão de microempresas em 2025, baseando-se em dados do Mapa Assertiva de Cobrança e Endividamento (2025). Discute-se a transição da promessa de liberdade empreendedora para a realidade da precariedade sistêmica. O mito da autonomia frente aos dados Ao observarmos os dados recentes do Mapa Assertiva de Cobrança e Endividamento (2025), somos convidados a uma reflexão que transcende a mera economia. Existe uma narrativa romantizada que associa o empreendedorismo à liberdade absoluta. Contudo, a realidade dos dados revela um cenário que, sob uma lente de Paulo Freire, podemos classificar como uma forma de opressão econômica. A predominância das microempresas no cenário de endividamento desmascara a ideia de que o pequeno negócio é o refúgio da liberdade. As razões elencadas pela pesquisa, como oscilações de custos e queda na demanda, evidenciam uma estrutura que mantém o microempreendedor em vulnerabi...

A reviravolta dos estudantes de Filosofia: o rena...

Resumo: Esta postagem explora a valorização de profissionais de filosofia no campo da inteligência artificial, destacando a transição do pensamento crítico acadêmico para a prática tecnológica, fundamentada na necessidade de ética e rigor reflexivo na sociedade do controle. Por muito tempo, o diploma em filosofia foi alvo de piadas sobre o desemprego. No entanto, o cenário mudou drasticamente. Laboratórios de inteligência artificial estão, hoje, a recrutar estes profissionais não por serem especialistas em código, mas por serem sábios da contradição — pensadores rigorosos capazes de questionar as premissas fundamentais da tecnologia que moldará o nosso futuro. O rosto da mudança: a trajetória de Robert Long Robert Long é um exemplo claro desta virada de chave. Desde cedo, questões como a natureza do livre-arbítrio acompanhavam o seu percurso. O que começou como uma reflexão acadêmica na pós-graduação em filosofia da mente, na NYU, transformou-se numa missão ...