Viva o senso comum: o lugar da vida onde toda interpretação é expressão da verdade e abarca o universal
Por Luiz Henrique Eiterer - Juiz de Fora - Outono de 2009 Este pequeno ensaio tem como objetivo definir o que é senso comum e mostrar sua relação com a verdade, verdade não entendida como adequação, mas como interpretação. O que motivou escrever este ensaio é a ideia dominante que prescreve de um modo errado que quem detém a técnica, o saber escolar ou acadêmico, a ciência é melhor, mais sábio e está mais preparado para a vida. Poucos entendem que toda interpretação é expressão da verdade e, ao mesmo tempo, abarca o universal. E dizem: como assim? Penso na expressão do homem comum, na sua religiosidade, em uma literatura popular, em poesias como de Patativa do Assaré 1 . Não compreendem que o senso comum, mesmo não sendo uma propriedade estável de saberes na qual nem todos participam de um modo integrado e tranquilo e mesmo não sendo uma reserva de ideias e normas claras que podem facilmente ser usadas de um modo uniforme, é um lugar que aponta para um centro único e seguro, que ...