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Mostrando postagens com o rótulo Despersonalização

Crítica da modernidade segundo Gabriel Marcel ou como o homem pode descobrir o seu próprio mistério

Gabriel Marcel dirá que o homem conhece seu próprio mistério pela participação, pois, o ser não é algo abstrato, uma ideia simplesmente, mas o mais cheio de vida que existe, de modo que aproximar-se dele se dá de maneira concreta, isto é, na participação de experiências muito complexas como por exemplo, o amor, a amizade, a conversa sincera e aberta, a fidelidade, a esperança, entre outras. Um mundo onde o homem foi reduzido a um conjunto de funções: trabalhador, estudante, consumidor, produtor, ele, este homem infeliz, foi transformado somente em mais um funcionário. Esta situação do homem é degradante, pois ele aparece a si mesmo e aos outros como um feixe de funções: funções vitais (comer, dormir, ...) psicológicas (ver, ouvir, sentir,medo, raiva,...) e sociais (consumidor, empregado, ...). Este homem considerado um obreiro ou um empregado não está sendo transformado em uma máquina que funciona, que é comprovada pelo médico, reformada de vez enquando pela clínica, dado baixa na ...

Convite ao vazio.

Aliando-me aos cínicos - na acepção moderna, aos individualistas, aos metidos a besta e aos indolentes, deixe que eu mesmo diga: viva o "foda-se", viva a ditadura, viva a "competência", viva o capitalismo. Viva os mortos vivos. Viva esta triste aliança.

Instituições e nulidade pessoal

Reflexão sobre a despersonalização. Prender-se a qualquer instituição e escrever a sua história repisando os princípios delas é matar todo questionamento genuíno que se opõe a eles e impedir toda percepção do que eles fazem sofrer. Não existe instituições. Só existe pessoas livres e pessoas presas. O maior prejuízo das instituições é fazer com que as pessoas esqueçam o que é a liberdade. Estas pessoas presas só lembram de suas instituições. Não percebem mais o sofrimento a sua volta. Elas perderam o contato com a realidade. Quase que elas não existem mais.

Viva o senso comum: o lugar da vida onde toda interpretação é expressão da verdade e abarca o universal

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Por Luiz Henrique Eiterer - Juiz de Fora - Outono de 2009 Este pequeno ensaio tem como objetivo definir o que é senso comum e mostrar sua relação com a verdade, verdade não entendida como adequação, mas como interpretação. O que motivou escrever este ensaio é a ideia dominante que prescreve de um modo errado que quem detém a técnica, o saber escolar ou acadêmico, a ciência é melhor, mais sábio e está mais preparado para a vida. Poucos entendem que toda interpretação é expressão da verdade e, ao mesmo tempo, abarca o universal. E dizem: como assim? Penso na expressão do homem comum, na sua religiosidade, em uma literatura popular, em poesias como de Patativa do Assaré 1 . Não compreendem que o senso comum, mesmo não sendo uma propriedade estável de saberes na qual nem todos participam de um modo integrado e tranquilo e mesmo não sendo uma reserva de ideias e normas claras que podem facilmente ser usadas de um modo uniforme, é um lugar que aponta para um centro único e seguro, que ...

Pessoa: dois pontos de vista

Pensar na definição de pessoa é importante ainda. Qualquer um pode perceber a existência de uma ligação muito forte entre pessoa e verdade. Acredita-se que há pelo menos duas maneiras de pensar o que é pessoa. Há a idéia de que a pessoa não é o que ela diz e o que faz, mas se refere ao "indizível". A pessoa, deste ponto de vista, é um mistério. Algo inefável e necessário. Ligado a tudo que é verdadeiro. De um outro ponto de vista, a pessoa é o que ela diz e continua dizendo para quem a vê e a escuta. Não há nenhum mistério. Nosso conhecimento sobre uma pessoa não passa de uma coleção de idéias que observamos nela. Evidentemente, a persistência da ligação entre nós, entre eu e o outro, nada mais é do que uma uniformidade de certas relações que fazemos sobre o que dizemos e sentimos um para o outro. Desse modo entende-se que a pessoa se apresenta na relação, na conversa, e não somente na idéia formulada sobre a pessoa. A pessoa não é essa idéia. Prender-se a idéia da pessoa é...