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O sujeito pós-moderno: Stuart Hall, 1997

Acreditava-se, no projeto da modernidade, que a identidade preenchia o espaço entre o mundo pessoal e o mundo público. Acreditava-se em uma troca entre os sentimentos subjetivos e o mundo social e cultural, cujo resultado seria a estabilidade dos sujeitos e da cultura, tornando-os cada vez mais unificados e previsíveis. O projeto da modernidade era se opor a tradição, propondo a coletivização e a universalização de valores previamente estipulados como sendo superiores. A certeza e uma entusiástica confiança na ordem dominavam a época moderna, onde tudo era passível de controle e regulamentação. "Argumenta-se, entretanto, que são exatamente essas coisas que agora estão 'mudando'. O sujeito previamente vivido como tendo uma identidade unificada e estável, está se tornando fragmentado; composto não de uma única, mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não resolvidas. Correspondentemente, as identidades que acompanham as paisagens sociais 'lá fora' ...

O sujeito pós-moderno: Zygmunt Bauman, 1998

"[...] neste mundo, tudo pode acontecer e tudo pode ser feito, mas nada pode ser feito uma vez por todas - e o que quer que aconteça chega sem se anunciar e vai-se embora sem aviso. Neste mundo, os laços são dissimulados em encontros sucessivos, as identidades em máscaras sucessivamente usadas, a história da vida numa série de episódios cuja única consequência duradoura é a sua igualmente efêmera memória. Nada pode ser conhecido com segurança e qualquer coisa que seja conhecida de um modo diferente - um modo de conhecer é tão bom, ou tão ruim (e certamente tão volátil e precário) quanto qualquer outro. Apostar, agora, é a regra onde a certeza, outrora, era procurada, ao mesmo tempo que arriscar-se toma o lugar da teimosia busca de objetivos. Desse modo, há pouca coisa, no mundo, que se possa considerar sólida e digna de confiança, nada que lembre uma vigorosa tela em que se pudesse tecer o itinerário da vida de uma pessoa. Como tudo o mais, a imagem de si mesmo se parte numa cole...

Grupo EPOS

Epos, do grego επος: “discurso”, “narração”, “narrativas”. Compõe a raiz etimológica de palavras como epopéia, épico. Aponta, na concepção desse grupo, tanto para a genealogia, ou a história da constituição das verdades e da relação entre poderes e saberes, como para as subjetivações decorrentes desta relação. EPOS – Genealogia, Subjetivações e Violências – é o nome assumido pelo grupo de pesquisadores , inscritos no programa de Pós-Doutorado do IMS/UERJ, coordenado pelo professor Joel Birman . A consideração sobre a história das formas de subjetivação baliza seus estudos. O conceito de violências entra como o tema forte. No momento integram a rede que desenvolve o projeto Juventudes, Subjetivações e Violências . O grupo contou com o apoio da FAPERJ para desenvolver este projeto, que se debruça sobre uma questão naquele...

Juventude, Sociedade de controle e subjetivações

No dizer de Maria Theresa da Costa Barros: É de conhecimento de todos, as últimas declarações do governador do estado do Rio e Janeiro, que resultaram nas seguintes manchetes: “Cabral defende aborto para reduzir crimes. Governador compara natalidade na Rocinha com o padrão na África e diz que isso é uma fábrica de produzir marginais”. Se tivéssemos lido apenas esta frase destacada pelos noticiários, “isso é uma fábrica de produzir marginais”, poderíamos até imaginar que tivesse sido realizada uma apropriação indébita do conceito psicanalítico da segunda tópica freudiana, o “isso”, para colocá-lo como pivô da criminalidade urbana. Este discurso visa validar a política da truculência e, ao mesmo tempo, despontencializar as contribuições acadêmicas. Em sua maioria, os estudos e as pesquisas visam, justamente informar a concepção de políticas públicas para encaminhamento de propostas no sentido de gerar soluções para os graves problemas que afligem a vida da Nação e de todos nós, brasilei...