Postagens
Mostrando postagens com o rótulo modernidade
Crítica da modernidade segundo Gabriel Marcel ou como o homem pode descobrir o seu próprio mistério
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Gabriel Marcel dirá que o homem conhece seu próprio mistério pela participação, pois, o ser não é algo abstrato, uma ideia simplesmente, mas o mais cheio de vida que existe, de modo que aproximar-se dele se dá de maneira concreta, isto é, na participação de experiências muito complexas como por exemplo, o amor, a amizade, a conversa sincera e aberta, a fidelidade, a esperança, entre outras. Um mundo onde o homem foi reduzido a um conjunto de funções: trabalhador, estudante, consumidor, produtor, ele, este homem infeliz, foi transformado somente em mais um funcionário. Esta situação do homem é degradante, pois ele aparece a si mesmo e aos outros como um feixe de funções: funções vitais (comer, dormir, ...) psicológicas (ver, ouvir, sentir,medo, raiva,...) e sociais (consumidor, empregado, ...). Este homem considerado um obreiro ou um empregado não está sendo transformado em uma máquina que funciona, que é comprovada pelo médico, reformada de vez enquando pela clínica, dado baixa na ...
A relação entre modernidade ocidental e capitalismo
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Na mensagem intitulada " A colonização do poder disciplinar pelo poder institucional no fim da modernidade " constatamos que modernidade ocidental e capitalismo são dois processos históricos não lineares bem diferentes, ou seja, cada um desses processos se desdobraram de maneira própria, embora mantivessem uma relação. O paradigma que chamamos de modernidade surgiu entre o séc. XVI e o século XVIII, antes mesmo que o capitalismo industrial dominasse o cenário da europa ocidental. Foi somente a partir do final do século XVIII é que modernidade e capitalismo se convergiram e trespassaram-se. Apesar desta convergência os dois processos continuaram sendo diferentes e autônomos. Como se vê, a modernidade surgiu antes do capitalismo e não o pressupunha. Na perpectiva da modernidade o capitalismo muitas vezes se desenvolveu sob bases pré-modernas e mesmo antimodernas. Provavelmente o paradigma da modernidade ocidental, concebido antes do desenvolvimento do modo de produção da vi...
A colonização do poder disciplinar pelo poder institucional no fim da modernidade
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O paradigma da modernidade ocidental entra em colapso a partir do momento que todo esforço de emancipação deve se transformar em regulação cada vez maior, aumentando assim o poder das instituições e o poder estatal. 1 "A partir dos séculos XVI e XVII, a modernidade ocidental emergiu como um ambicioso e revolucionário paradigma sócio-cultural assente numa tensão dinâmica entre regulação social e emancipação social. A partir de meados do século XIX, com a consolidação da convergência entre o paradigma da modernidade e o capitalismo, a tensão entre regulação e emancipação entrou num longo processo histórico de degradação caracterizado pela gradual e crescente transformação das energias emancipatórias em energias regulatórias." 2 O paradigma da modernidade está no fim e um novo paradigma está sendo gestado. Não está sendo gestado por estratégias emacipatórias no interior do paradigma dominante. Isto se tornou impossível. Notas: [1] Constata-se cada vez mais o poder da b...
Refletindo sobre identidade e libertação: fotografias do artista chinês Jeffrey Wang
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Refletindo sobre identidade e libertação O conceito que Jefrey Wang explora, nas fotografias acima, é o da "identidade". Cada vez mais estamos preocupados em pertencer ao presente que muda numa velocidade muito grande. Na sociedade em que as pessoas se tornam incapazes de fazerem planejamentos para um longo prazo ou estão sempre preocupadas com o resultado final, com o "final", com o "produto" é fácil perder a referência de quem se é, pois elas não possuem mais história e nem estão preocupadas com ela, isto é, não tem ninguém a sua volta capaz de contar a sua história e dizer quem ela é. O que permanece na memória são apenas processos externos que interferem e lhes deformam. Sem memória do que se é, o que permanece são as deformações que no início parecem belas, mas depois vão se mostrando assustadoras. O artista Jefrey Wang de 32 anos que vive entre Taiwan e Shanghai retrata es...
Imagens, pinturas - História da criança, infância, modernidade
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Imagens, pinturas - História da criança, modernidade - clique e veja imagens de um tempo que não havia infância. Perceba as transformações na representação da criança. Veja, comparando as duas imagens do Largo da Carioca no Rio de Janeiro no século XIX, como a modernidade é o domínio do reto, do controle, do planejado, limpo, organizado, modo de ser preocupado com a ordem e fundamentado na separação. Compare as representações de crianças medievais e modernas e perceba as mesmas marcas em seus corpos.
A solução e ao mesmo tempo o problema é que nada mais é sólido e consistente: tudo é líquido.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Estas reflexões também são iniciais e ainda bem fluídas. Afirmações ainda inconsistentes. Não levem totalmente a sério. Acredito que podemos dizer que hoje podemos fazer muito mais e mudar muito mais, com mais segurança, do que no passado. Estranhamente, nada é facilmente controlável no mundo de hoje. Tudo muda com muita facilidade. Ao mesmo tempo, usamos em nosso dia-a-dia muitos sistemas de controle. Pequenos controles. Extremamente eficientes. Somos todos muito mais independentes em relação aos outros, graças ao desenvolvimento da tecnologia. Mas, extremamente dependentes da tecnologia. Modernidade líquida (2000) é um livro de Zygmunt Bauman que nos joga num mundo em que tudo é ilusório, onde parece que não há mais nenhum conhecimento, ou melhor, sabemos que não há um "mundo verdadeiro", nada é sólido e consistente, onde a angústia, a dor e a insegurança causadas pela “vida em sociedade” exigem uma análise paciente e contínua da realidade e do modo como os indivíduos são...
Da modernidade à pós-modernidade: * história da metafísica , o retorno da fé
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Providência divina =====>Progresso ======> Niilismo Na Idade Média acreditava-se na providência divina, na vontade de um Deus pessoal - uma vontade que não era a nossa - e tal crença no sentido da vida e da história parece que começou a diminuir no século XVI e XVII. Mas, em grande parte ainda, a crença na providência divina perdurou no mundo moderno. As crenças não se acabam de uma vez. A partir do século XVIII passou-se acreditar cada vez mais que o uso da razão estaria sempre a serviço do progresso como sendo o sentido inexorável da vida. Mas, há ainda aí uma ligação entre a razão e a vontade de Deus que sempre parece querer o bem e a melhoria das coisas. A razão de Deus é o progresso. Em nome do progresso, a técnica e a indústria passou a cada dia mais fazer parte de nossas vidas. E, assim nos tornamos mais livres em relação a natureza. Já no final do século XIX e principalmente no século XX, a decepção com a razão foi inevitável, e o que se viu não parecia mais ser um progr...
Infância e História: sobre a destruição da experiência
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Giorgio Agamben. Infancy and History: On the Destruction of Experience (Radical Thinkers) O que a imprensa diz sobre: INFÂNCIA E HISTÓRIA O Globo / Data: 24/9/2005 A cisão como experiência Carlos Eduardo Schmidt Capela A publicação no Brasil de Infância e História poderia ser interpretada como mais um sintoma de nosso isolamento, ou de nosso insistente atraso intelectual. Nos ensaios ali reunidos, publicados em 1978 na Itália, o leitor encontra alguns dos temas, preocupações e motivos que norteavam as reflexões de Giorgio Agamben acerca da modernidade ocidental. A publicação tardia impossibilitou acompanhar movimentos cruciais da prática criativa do autor, de algumas de suas opções teóricas e metodológicas, bem como daquelas relativas à montagem e à escritura de seus textos instigantes. Pior - impediu que fossem entre nós consideradas discussões e proposições consistentes feitas a partir da conhecida constatação de Walter Benjamin de que a mo...
Bibliografia sobre história da infância
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
No mundo moderno, desde o século XVII, a infância é um sonho, uma invenção, uma vontade de poder de tornar as crianças em adultos. Um sonho que em muitos lugares não foi concretizado e em outros está desaparecendo. Mas, com certeza, uma invenção que interferiu na vida de muitas crianças. Nesta perpectiva, primeiro recomendo que veja o filme A invenção da Infância . Depois recomendo ler alguns livros: ( a lista abaixo não está completa, mas já é bem significativa). Tem um texto meu também na internet muito simples, ainda em um tempo que começava a pensar sobre esse problema e a crítica possível de ser feita à concepção de infância moderna, que pode também ajudar. Clique aqui. Para falar mais e ser mais preciso precisaria saber a questão de cada um. A bibliografia é uma pequena contribuição nesse sentido. Assim que der publico novamente esta lista com outros títulos. Bibliografia sobre história da infância ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família . Trad. de Dora Flak...
Projeto Infância e Prática Pedagógica
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Este trabalho trata-se uma pesquisa que deverá ser realizada pelas turmas do segundo período do curso de pedagogia da Faculdade Metodista Granbery, com o objetivo de reconhecer as práticas pedagógicas que dificultam o ato de ler. Infância e Prática Pedagógica pretende ser uma pesquisa na qual equipes das referidas turmas deverão descrever,em forma de um artigo, uma situação em que o uso da concepção moderna de infância parece ter contribuído para dificultar a leitura de mundo e a leitura de textos, se baseando no estudo e na análise de documentos ou memórias que dizem algo sobre a prática pedagógica. O trabalho consiste em ler uma bibliografia básica sobre a história da infância e modernidade. Além do livro de Paulo Freire "A importância do ato de ler" (1989). Coletar fontes sobre a prática pedagógica,preferencialmente, fontes da educação referentes ao Brasil no séculoXX. E, descrever uma prática pedagógica mostrando como tal prática diminui a capacidade de ler. O resultado d...
Entrevista interessante com Zygmunt Baumann
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Quem é Zygmunt Baumann? Um dos mais importantes compositores brasileiros, Chico Buarque de Holanda, afirmou que "uma nação grande e forte é perigosa, mas que uma nação grande, forte e ignorante é ainda mais perigosa". Ter uma nação grande, forte e ignorante no comando do mundo como parecem ser os Estados Unidos da Era Bush não pode acirrar ainda mais o "refugo" dos seres humanos? BAUMAN: Lamento não conhecer Chico Buarque: ele toca no cerne da questão. Até onde vai a situação de nosso planeta com um único superpoder, confundido e subjugado pela ilusão de sua repentina ilimitada liberdade? A elevação súbita dos Estados Unidos à posição de superpotência absoluta e uma incontestada hegemonia mundial pegou líderes políticos americanos e formadores de opinião desprevenidos. É muito cedo para declarar a natureza deste novo império e generalizar seu impacto no planeta. Seu comportamento é, possivelmente, o fator mais importante da incerteza definida como "Nova Desorde...
Quem é Zygmunt Bauman
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Quem é Zygmunt Bauman Nasceu em 19 de novembro de 1925, em Poznan na Polônia. Image:Zygmunt_Bauman Sociologo polonês. Ganhou notoriedade quando seus estudos sobre cultura da modernidade e o totalitarismo, principalmente o nacional-socialismo alemão. Assim como muitos judeus, Bauman fugiu para a oeste da Polônia (área de ocupação soviética) durante a invasão dos alemães no começo da Segunda Guerra Mundial. Após o término do conflito, Bauman estudou sociologia na Universidade de Varsóvia. Bauman escreveu vários livros sobre sociologia, cultura, facismo e socialismo. Após a onda de anti-semitismo na Polônia, Bauman migrou para Israel em 1968 para lecionar na Universidade de Tel Aviv. Entre 1971 e 1990 foi professor de sociologia da Universidade de Leeds na Inglaterra. Leia também Zygmunt Bauman: a substituição do panóptico pelo banco de dados. Livros de Zygmunt Bauman para compra: Modernidade e Holocausto - ZYGMUNT BAUMAN Este livro, que fez juz ao premio Amalfi concedido ao melhor livro ...
A grande Viagem
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Segundo os críticos esse é um dos melhores filmes de 2006. Em seu quarto filme, o marroquino Ismael Ferroukhi cria uma pequena obra-prima sobre o complexo tema da religião. O exercício da religiosidade, uma escolha do indivíduo, não precisa ser partilhada, mas compreendida. Quando os homens assim a entenderem, os conflitos e animosidades cessarão- e aí, ao entender a diversidade, eles estarão dando uma chance ao direito de escolha, e respeitando à individualidade. O filme explora os efeitos da história de pai e filho numa viagem rumo à Meca, os quais expressam o conflito ideológico entre Oriente e Ocidente, a fé e o materialismo, a tradição e o novo. Narrado com coerência e poesia, trata-se de uma jóia rara. O filme conta a história de um rapaz que em algumas semanas precisa levar seu pai de carro da frança até Meca. Vale a pena ser visto... Um filme francês. Date de sortie : 24 Novembre 2004 Réalisé par Ismael Ferroukhi Film français, marocain. Genre : Drame Durée : 1h 48min. Année d...