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Mostrando postagens com o rótulo liberdade

Disciplinarização vs. Cuidado de Si: Uma Jornada Foucaultiana Rumo à Liberdade

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Foucault e a Filosofia da Liberdade: O Cuidado de Si como Resistência Foucault e a Filosofia da Liberdade: O Cuidado de Si como Resistência Em um mundo de vigilância e controle, será que a verdadeira liberdade ainda é possível? A resposta, segundo a filosofia de Michel Foucault, reside em uma prática milenar esquecida: o cuidado de si . Descubra como essa ideia se contrapõe às forças que nos moldam e se torna um caminho para a autonomia. A principal diferença entre a disciplinarização da subjetividade e o cuidado de si , ambos conceitos de Michel Foucault, reside na sua função, origem e objetivo . Enquanto a disciplinarização é um processo de poder e controle imposto de fora para dentro, visando a normalização e a obediência, o cuidado de si é uma prática de liberdade e resistência , que vem de dentro do próprio sujeito, com o objetivo de construir uma existênci...

A relação entre modernidade ocidental e capitalismo

Na mensagem intitulada " A colonização do poder disciplinar pelo poder institucional no fim da modernidade " constatamos que modernidade ocidental e capitalismo são dois processos históricos não lineares bem diferentes, ou seja, cada um desses processos se desdobraram de maneira própria, embora mantivessem uma relação. O paradigma que chamamos de modernidade surgiu entre o séc. XVI e o século XVIII, antes mesmo que o capitalismo industrial dominasse o cenário da europa ocidental. Foi somente a partir do final do século XVIII é que modernidade e capitalismo se convergiram e trespassaram-se. Apesar desta convergência os dois processos continuaram sendo diferentes e autônomos. Como se vê, a modernidade surgiu antes do capitalismo e não o pressupunha. Na perpectiva da modernidade o capitalismo muitas vezes se desenvolveu sob bases pré-modernas e mesmo antimodernas. Provavelmente o paradigma da modernidade ocidental, concebido antes do desenvolvimento do modo de produção da vi...

A colonização do poder disciplinar pelo poder institucional no fim da modernidade

O paradigma da modernidade ocidental entra em colapso a partir do momento que todo esforço de emancipação deve se transformar em regulação cada vez maior, aumentando assim o poder das instituições e o poder estatal. 1 "A partir dos séculos XVI e XVII, a modernidade ocidental emergiu como um ambicioso e revolucionário paradigma sócio-cultural assente numa tensão dinâmica entre regulação social e emancipação social. A partir de meados do século XIX, com a consolidação da convergência entre o paradigma da modernidade e o capitalismo, a tensão entre regulação e emancipação entrou num longo processo histórico de degradação caracterizado pela gradual e crescente transformação das energias emancipatórias em energias regulatórias." 2 O paradigma da modernidade está no fim e um novo paradigma está sendo gestado. Não está sendo gestado por estratégias emacipatórias no interior do paradigma dominante. Isto se tornou impossível. Notas: [1] Constata-se cada vez mais o poder da b...

Refletindo sobre identidade e libertação: fotografias do artista chinês Jeffrey Wang

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Refletindo sobre identidade e libertação O conceito que Jefrey Wang explora, nas fotografias acima, é o da "identidade". Cada vez mais estamos preocupados em pertencer ao presente que muda numa velocidade muito grande. Na sociedade em que as pessoas se tornam incapazes de fazerem planejamentos para um longo prazo ou estão sempre preocupadas com o resultado final, com o "final", com o "produto" é fácil perder a referência de quem se é, pois elas não possuem mais história e nem estão preocupadas com ela, isto é, não tem ninguém a sua volta capaz de contar a sua história e dizer quem ela é. O que permanece na memória são apenas processos externos que interferem e lhes deformam. Sem memória do que se é, o que permanece são as deformações que no início parecem belas, mas depois vão se mostrando assustadoras. O artista Jefrey Wang de 32 anos que vive entre Taiwan e Shanghai retrata es...

O ecumenismo é a vivência intransigente da laicidade

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Cena do filme Lady Chatterley. Um bom filme francês que permite-nos refletir se o amor é uma necessidade ou uma possibilidade. O verdadeiro amor é um ato de liberdade ou simplesmente carência? Ser ecumênico é ser um religioso ou um não religioso que defenda um governo, uma sociedade e uma educação laica que garanta a existência do diálogo de todos os religiosos e ateus na defesa do bem comum. A defesa do bem comum que alimenta a vontade de solidariedade e fraternidade de um grupo ecumênico é apenas parte de sua definição. O amor não é capaz por si só de aplacar a crise de um movimento ecumênico. O amor que ainda afirma a liturgia própria, o mito próprio, as práticas e exigências de sua religião na promoção do bem comum em um movimento ecumênico não é um amor livre suficiente para viver juntos a diferença incondicional, comum e gratuita de ser no mundo. A diferença de ser no mundo revela a nossa incompletude. A consciência de nossa incompletude impede-nos de discriminar qualquer um sob...

Chegou a hora das pessoas religiosas se levantarem contra as religiões.

A religião é inimiga da civilização? Artigo de Gianni Vattimo Todos certamente nos lembramos da famosa frase de Nietzsche sobre a morte de Deus. E também sua cláusula: Deus seguirá projetando sua sombra em nosso mundo durante muito tempo. O que aconteceria se aplicássemos a frase de Nietzsche também, e sobretudo, às religiões? Em muitos sentidos, é verdade que, em grande parte do mundo contemporâneo, a religião como tal está morta, mas ainda projeta suas sombras em numerosos aspectos da nossa vida privada e coletiva. Na verdade, deixemos claro que o Deus cuja morte Nietzsche anunciou não é necessariamente o Deus em que muitos de nós seguimos crendo. Eu me considero cristão, mas estou convicto de que o Deus que estava morto em Nietzsche não era o Deus de Jesus. Inclusive acredito que, precisamente graças a Jesus, sou ateu. O Deus que morreu, como diz o próprio Nietzsche em algum lugar de sua obra quando o chama de "Deus moral", é o primeiro princípio da metafísica clássica...

Entrevista de Gianni Vattimo concedida à IHU: a importância da liberdade.

Gianni Vattimo: Liberdade. Uma herança do cristianismo Em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, o filósofo italiano Gianni Vattimo fala sobre a necessidade da religião para uma sociedade laica e liberal e afirma que “ sociedade liberal e sociedade laica são resultados de uma pertença religiosa da qual nos libertamos aos poucos , conservando, no entanto, muitos traços dela, que constituem seu sustento”. Em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, o filósofo italiano Gianni Vattimo afirma que “sociedade liberal e sociedade laica são resultados de uma pertença religiosa da qual nos libertamos aos poucos, conservando, no entanto, muitos traços dela, que constituem seu sustento” . Ao defender a importância da liberdade e de sua relação com a Igreja, ele declara que “o cristianismo nos deixa como herança precisamente o liberalismo e a laicidade; trair estes valores, como frequentemente fazem as igrejas, significa trair a própria religiosidade”. E completa: “Eu si...

Viva o senso comum: o lugar da vida onde toda interpretação é expressão da verdade e abarca o universal

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Por Luiz Henrique Eiterer - Juiz de Fora - Outono de 2009 Este pequeno ensaio tem como objetivo definir o que é senso comum e mostrar sua relação com a verdade, verdade não entendida como adequação, mas como interpretação. O que motivou escrever este ensaio é a ideia dominante que prescreve de um modo errado que quem detém a técnica, o saber escolar ou acadêmico, a ciência é melhor, mais sábio e está mais preparado para a vida. Poucos entendem que toda interpretação é expressão da verdade e, ao mesmo tempo, abarca o universal. E dizem: como assim? Penso na expressão do homem comum, na sua religiosidade, em uma literatura popular, em poesias como de Patativa do Assaré 1 . Não compreendem que o senso comum, mesmo não sendo uma propriedade estável de saberes na qual nem todos participam de um modo integrado e tranquilo e mesmo não sendo uma reserva de ideias e normas claras que podem facilmente ser usadas de um modo uniforme, é um lugar que aponta para um centro único e seguro, que ...

Reflexão sobre o medo.

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A reflexão sobre o medo passa pela reflexão sobre a liberdade, a religião e a ciência como vontade de poder. “Em verdade temos medo. Nascemos no escuro. E fomos educados para o medo.”, escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade. O medo permanentemente acompanhou o homem através da história. Para fugir do medo, o homem buscou na religião e na ciência maneiras de explicar e controlar o desconhecido. Mas se o medo é o sentimento que nos paralisa, ele também pode ser um chamado para a superação. O filósofo Oswaldo Giacoia Júnior analisa agora o sentimento do medo em diferentes épocas, e nos mostra que o medo pode ser entendido também como um convite à coragem. Íntegra: Aposta na coragem - Oswaldo Giacoia | CPFL Cultura - Watch more Music Videos at Vodpod .

A Constituição de 1988 e o direito educacional: divergências, tendências e preocupações

Ler artigo em pdf. A Constituição de 1988 e o direito educacional: divergências, tendências e preocupações Luiz Henrique Eiterer* Resumo Este artigo é uma reflexão sobre duas interpretações possíveis sobre o regime jurídico da educação brasileira constante do texto da Constituição de 1988. Uma interpretação preocupada com a soberania do Estado e a outra preocupada com a autonomia dos indivíduos. O artigo procura mostrar que a obrigatoriedade da educação não pode ser interpretada em termos de estatização da educação. Para tanto, é mostrado que a interpretação da Constituição de 1988, não protege exatamente a soberania do Estado em detrimento do poder da família. Para tanto, defende-se o discurso liberal contra qualquer monopólio, inclusive, o monopólio do Estado, mesmo se tratando do comércio de idéias e da educação; conseqüentemente, procura-se apontar que a educação é entendida no texto constitucional como sendo um direito subjetivo. Entendendo que a obrigatoriedade de educar os seus ...

Argumentos contra a lei seca ( Lei 11.705/08)

Apesar do ministro do Supremo Tribunal Federal ter arquivado o pedido de Habeas Corpus preventivo solicitado por um advogado de Minas Gerais, acho importante nós analisarmos os seus argumentos para não precisar cumprir a Lei 11.705/08. O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um pedido de Habeas Corpus preventivo (HC 95287) feito por um advogado mineiro que pretendia não ter de se submeter à Lei Seca (Lei 11.705/08), que estabelece punições como suspensão do direito de dirigir e prisão para quem for flagrado dirigindo sob efeito de álcool. Na opinião do advogado, a lei é inconstitucional porque fere o princípio da presunção da inocência. Além disso, ao obrigar o cidadão a fazer uso do bafômetro, ela também violaria o direito constitucional que afirma que ninguém será obrigado a produzir provas contra si mesmo. Outra inconstitucionalidade, no entender do advogado, se encontra no artigo 165 da citada lei, que manda aplicar as penalidades do códi...

Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira Petition

Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira Petition Cliquem no link acima e assinem. Protejam a liberdade de expressão e não deixem eles criarem mais controle sobre a informação, acobertando com certeza os desmandos de autoridades corruptas. Não deixem que o Congresso vote uma lei promovendo a censura na Internet, favorecendo no final das contas os desmandos de políticos e administradores públicos. Não permitam que tornem todos os usuários da rede mundial de computadores em potenciais criminosos, escondendo a incompetência das instituições públicas do país de revelar os verdadeiros criminosos, sem que com isso tenha que eliminar com a liberdade de todos nós. Luiz H. Eiterer

Responsabilidade implica em poder pensar

Desembocamos numa questão. Impõe-se que nos demos claramente conta do fato seguinte: toda a atividade orientada segundo a ética pode ser subordinada a duas máximas inteiramente diversas e irredutivelmente opostas. Pode orientar-se segundo a ética da responsabilidade ou segundo a ética da convicção . Isso não quer dizer que a ética da convicção equivalha a ausência de responsabilidade e a ética da responsabilidade a ausência de convicção. Não se trata disso, evidentemente. Todavia, há oposição profunda entre a ação de quem se conforma às máximas da ética da convicção - por exemplo, dizendo em linguagem religiosa, "O cristão cumpre seu dever e, quanto aos resultados da ação, confia em Deus" - e a atitude de quem se orienta pela ética da responsabilidade, que diz: "Devemos responder pelas previsíveis conseqüências de nossos atos". Quando as conseqüências de um ato praticado por pura convicção se revelam desagradáveis, o partidário de tal ética [de convicção] não at...

A educação genuína: a busca da autonomia

A educação realmente genuína não é um mero adestramento nem o simples treinamento. Adestrar significa simplesmente fazer com que o outro copie, repita sem pensar, execute ações mecanicamente sem considerá-las como sendo uma responsabilidade sua, tornando-o um ser obediente e capaz de demonstrar certa habilidade. Treinar é sinônimo de adestrar. Treinar é tornar hábil, capaz, por meio de instrução, disciplina ou exercício; habilitando a pessoa para uma determinada atividade. Treinar é desenvolver uma habilidade por meio da disciplina. A educação , por sua vez, tem como objetivo justamente a crítica , o questionamento , a cidadania e a procura de autonomia . A pessoa educada, portanto, é a pessoa capaz de criticar, questionar, exercer a sua cidadania e procurar ser cada vez mais autônoma. A educação é nesse sentido sempre uma ação que leva a pessoa a criticar, questionar, aprender a conviver com as instituições e a procurar ser cada vez mais livre e responsável. Assim sendo, esta pess...

Ensinar exige respeito à autonomia - Paulo Freire

Paulo Freire em seu livro Pedagogia da autonomia. Saberes Necessários à Prática Educativa diz que ensinar exige respeito à autonomia. Isto significa rejeitar qualquer justificativa que tente explicar a superioridade de um ser humano sobre outro. Livro completo de Paulo Freire: Clique aqui. Ser humano = ser inconcluso ====> O reconhecimento desta equação nos faz seres éticos = seres livres e nos obriga a respeitar a autonomia dos indivíduos = Diversidade A negação da equação descrita acima = transgressão da natureza humana = discriminação = ser não ético. Outro saber necessário à prática educativa, e que se funde na mesma raiz que acabo de discutir – a da inconclusão do ser que se sabe inconcluso -, é o que fala do respeito decido à autonomia do ser educando. Do educando criança, jovem ou adulto. Como educador, devo estar constantemente advertido com relação a este respeito que implica igualmente o que devo ter por mim mesmo. Não faz mal repetir afirmação varias ve...