Contra o método de Paul Feyrabend

A ciência é um empreendimento essencialmente anárquico: o anarquismo teórico é mais humanitário e mais apto a estimular o progresso do que suas alternativas que apregoam lei e ordem.

Isto é demonstrado tanto por um exame de episódios históricos quanto por uma análise abstrata da relação entre ideia e ação. O único princípio que não inibe o progresso é: tudo vale.

Por exemplo, podemos usar hipóteses que contradigam teorias bem confirmadas e/ou resultados experimentais bem estabelecidos. Podemos fazer avançar a ciência procedendo contra-indutivamnete.

Toda uniformidade limita o poder crítico. A uniformidade limita o desenvolvimento do indivíduo.

A educação científica tal como hoje a conhecemos tem precisamente esse objetivo. Simplifica a "ciência" pela simplificação de seus participantes: primeiro, define-se um campo de pesquisa. Esse campo é separado do restante da história ( a física, por exemplo, é separada da metafísica e da teologia) e recebe uma "lógica" própria. Um treinamento completo em tal "lógica" condiciona então aqueles que trabalham nesse campo; torna suas ações mais uniformes e também congela grandes porções do processo histórico. Fatos "estáveis" surgem e mantêm-se a despeito das vicissitudes da história. Uma parte essencial do treinamento que faz que tais fatos apareçam consiste na tentativa de inibir intuições que possam levar a que fronteiras se tornem indistintas.

A ciência como as religiões devem ser separadas do Estado em um democracia.

Leia mais partes do livro de Paul Feyrabend
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