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Religiões e o paradoxo da violência

Ao Arqueólogo do Futuro Otto Maduro* Querido Arqueólogo do Futuro, Nasci na Venezuela, na América do Sul, em 1945. Morei lá durante a maior parte dos meus primeiros 25 anos. Depois, passei quase seis anos na Europa Ocidental, voltei para a Venezuela por uns cinco anos e, depois, voltando a cada ano para a minha terra natal, passei boa parte do resto da minha vida nos Estados Unidos, que neste meu tempo é a nação econômica e militar mais poderosa e destrutiva do planeta. Uma das coisas que mais me ocuparam e preocuparam enquanto vivi – não sei se as pessoas do futuro compreenderão isto – é algo que muita gente ainda chama de Religião. Mais particularmente, estive ocupado e preocupado em entender como foi possível que o chamado de amor, paz, justiça e solidariedade que fizeram várias pessoas nas terras do denominado “Oriente” há vários milênios (estou falando de uns indivíduos dos quais é possível que se tenha perdido toda a lembrança no futuro: Moisés, Jesus de Nazaré, Maomé e Buda) ten...